Total de visualizações de página

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Amelia Earhart


Amelia
Amelia nasceu em 24 de julho de 1897, no Kansas, EUA. Foi também uma pioneira lendária da aviação. Começou a ter aulas de vôo em 1921, com outra pioneira chamada Anita Snook, em uma aeronave Curtiss JN-4. Um ano depois já tinha seu primeiro avião, um bi-plano amarelo apelidado de canário. Neste mesmo ano bate seu primeiro recorde, voando a 14.000 pés. Em 1923 consegue sua licença de vôo da Fédération Aéronautique Internationale (FAI), sendo a 16ª mulher a consegui-la. Depois do vôo solitário de Lindbergh de New York a Paris, Earhart se torna em 1928 a primeira passageira feminina a cruzar o atlântico a bordo do Friendship, hidroavião Fokker do comandante Wilmer Stultz. Não se conformou em ter feito a travessia como passageira e decidiu realizá-la como piloto, sozinha.
Curtiss JN-4
Assim, na tarde de 20 de maio de 1932, Earhart subiu a bordo de um Lookheed Vega vermelho em Harbour Grace, Canadá. Quatro horas depois de decolar, uma seção do coletor de escapamento quebrou-se e começaram a sair gases quentes, enquanto as chamas envolviam o capô do motor. Embora as chamas tenham se extinguido, Earhart percebeu um vazamento de combustível, a após isso seu altímetro falhou. Enquanto ganhava altitude para não chocar-se com o mar, o coletor acabou rompendo-se por completo, porém seu Vega continuou seu vôo rumo à Irlanda. Ao ver que já se encontrava sobre terra firme, Earhart decidiu por não pousar e seguir em sua rota. Depois de 13 horas e meia no ar Amelia Earhart pousou e se tornou a terceira pessoa a sobrevoar o atlântico, a primeira mulher da história, e também em menos tempo que seus antecessores. Por esse feito recebeu a condecoração The Distinguished Flying Cross
Lookheed Vega
No entanto, a travessia do atlântico não satisfazia por completo os desejos de Earhart, fixando seus objetivos nos recordes transcontinentais estadunidenses de Ruth Nicholls. Novamente no comando de um Lockheed Vega, Earhart decolou de Los Angeles, Califórnia, em 24 de agosto de 1932 e aterrizou em Newark, New Jersey, 19 horas mais tarde, após percorrer 4.023 km. A fome de êxitos de Earhart era insaciável. A façanha seguinte foi o arriscado vôo de 3.875 km entre Honolulu (Hawaii) e Oakland (California) em 18 horas e 16 minutos, entre os dias 11 e 12 de janeiro 1935.
Electra 10E
Sua última aventura foi em junho de 1937, onde junto ao capitão Fred Noonan decide circunavegar o globo, com uma aeronave Electra 10E. Em 2 de julho, depois de voar mais de 30.000 km, seu avião se perdeu em algum lugar do Oceano Pacífico, entre a Nova Guiné Britânica e a Ilha de Howland. Apesar das várias e longas expedições de busca, nada foi encontrado. As especulações sobre seu destino vão desde o pouso no mar por falta de combustível, até o pouso em alguma ilha e posterior execução, por suspeita de estar espionando os japoneses.      




Recordes e realizações 

Recorde mundial de altitude feminino: 14.000 ft (1922) 
Primeira mulher a voar sobre o Atlântico (1928) 
Recorde de velocidade de 100 km (e com 226,80 kg de carga) (1931) 
Primeira mulher a voar num autogiro (1931) 
Recorde de altitude em autogiros: 15 000 pés (4,5 km) (1931) 
Primeira pessoa a cruzar os EUA num autogiro (1932) 
Primeira mulher a voar solo sobre o Atlântico (1932) 
Primeira pessoa a voar solo sobre o Atlântico duas vezes (1932) 
Primeira mulher a receber a “Distinguished Flying Cross” (1932) 
Primeira mulher a efetuar um vôo sem escalas, costa a costa através dos EUA. (1933) 
Recorde transcontinental de velocidade feminino. (1933) 
Primeira pessoa a voar solo através do Pacífico, entre Honolulu, Hawaii e Oakland, California (1935) 
Primeria pessoa a voar solo de Los Angeles, California a Cidade do México (1935) 
Primeira pessoa a voar solo, sem escalas da Cidade do México, à Newark, Nova Jersei (1935) 
Recorde de velocidade de vôo leste a oeste de Oakland, California a Honolulu, Hawaii (1937)

O Filme:

Ficha Técnica


Título original:Amelia

Gênero:Drama

Duração:1 hr 51 min

Ano de lançamento: 2009


Estúdio: Fox Searchlight Pictures / Avalon Pictures / AE Electra Productions

Distribuidora: Fox Searchlight Pictures

Direção: Mira Nair

Roteiro: Anna Hamilton Phelan e Ronald Bass, baseado no livro "East to the Dawn: The Life of Amelia Earhart", de Susan Butler, e "The Sound of Wings: The Life of Amelia Earhart", de Mary S. Lovell

Produção: Lydia Dean Pilcher, Kevin Hyman e Ted Waitt

Música: Gabriel Yared

Fotografia: Stuart Dryburgh

Direção de arte: Nigel Churcher e Jonathan Hely-Hutchinson
Edição: Allyson C. Johnson e Lee Percy  
Efeitos especiais:Gentle Giant Studios / Invisible Pictures / Mr. X / Rodeo FX 



sábado, 17 de setembro de 2011

O Ataque a Pearl Harbor

Pearl Harbor
No dia 7 de dezembro de 1941, um domingo, pouco antes das 8 horas da manhã, a frota norte americana composta de 96 navios dos mais diversos tamanhos e modelos, estacionada em Pearl Harbour é atacada por aproximadamente 350 aeronaves japonesas, que levantaram vôo a partir dos porta-aviões Kaga, Akagi, Shokaku, Zuikaku, Hiryu e Soryu. Este dia ficou conhecido pelos estadunidenses como “O Dia da Infâmia”, porque foi um ataque sem prévia declaração de guerra. 

Cartaz que simbolizava o esforço de guerra das mulheres nas fábricas


A Segunda Grande Guerra já assolava a Europa desde 1939. Adolf Hitler já havia iniciado sua escalada de terror, anexando territórios e espalhando a morte entre inocentes em busca de um sonho: dominar o mundo, transformando a Alemanha no país mais poderoso do mundo. Os Estados Unidos ainda era um país neutro, pois a opinião pública era contra o envolvimento da nação no conflito: “os europeus que resolvam seus problemas”. Por esse motivo suspeita-se que o presidente Roosevelt tivesse informações suficientes para acreditar no eminente ataque, mas o tenha permitido justamente para mobilizar a opinião pública em prol da entrada do país na guerra.



Navios destruídos
O fator surpresa foi determinante na batalha, tornando enormes as perdas para os E.U.A. Foram nove encouraçados, três cruzadores, três contratorpedeiros, um navio de reparos, um lança minas e um porta aviões destruídos ou gravemente danificados. Dos aviões que estavam em terra, 188 foram completamente destruídos e 159 seriamente danificados. Mas o que mudou radicalmente a opinião pública, fazendo com que a população agora pedisse a entrada dos E.U.A. na guerra, foi a morte de 2.403 norte americanos, além dos 1.178 feridos. 

Restos de aeronaves


O ataque só não foi mais eficaz pelo fato de que dois porta-aviões, o Lexington e o Enterprise não se encontravam ancorados em Pearl Harbor. Os depósitos de combustíveis também não foram afetados, o que possibilitou uma recuperação em pouco tempo. Roosevelt agora tinha o caminho livre para participar do maior conflito bélico que o mundo já viu.

Como vingança, uma missão secreta passa a ser coordenada pelo Tenente-Coronel James Harold Doolittle. Ela visa embargar 16 aviões bombardeiros Mitchell B-25 no porta aviões USS Hornet e lavá-los a aproximadamente 500 milhas da costa japonesa, de onde decolariam em direção as principais cidades japonesas e bombardeariam instalações de fábricas de armas. Acabaram decolando aproximadamente 400 milhas antes do previsto por terem sido descobertos, mas as cargas de bombas forma entregues, e a maioria da tripulação das aeronaves conseguiu voltar para casa em segurando, após pousar na china. Apesar do pouco estrago causado aos japoneses, a missão cumprida elevou muito a moral dos norte americanos, no caminho à vitória no conflito.

As Aeronaves Japonesas - Foram utilizados três modelos de aviões nos ataques.

Mitsubishi A6M5 Zero
Mitsubishi A6M5 Zero
Ficha Técnica
País: Japão
Fabricante: Mitsubishi
Tipo: Caça
Tripulantes: 1
Aviões construídos: 11.000
Motor: 1 Nakajima Sakae de 12 cilindros radial de 950 hp
Envergadura:  12.00 m.
Comprimento: 9.06 m
Altura: 3.05 m
Peso vazio: 3.704 kg
Peso bruto: 5.313 kg
Velocidade máxima: 660 Km/h
Teto:10.000 m.
Autonomia: 3.105 Km
Armamento: 2 metralhadoras de 7.7mm na capota do motor, 2 canhões de 20 mm nas asas, 2 bombas de 30 kg ou 1 de 60 kg ou 250 kg de bomba para ataque kamikaze.


Aichi D3A "Val"
Ficha Técnica
País: Japão
Fabricante: Aichi Kokuki KK
Tipo: Bombardeiro de mergulho embarcado
Aichi D3A "Val"
Tripulantes: 2 - Piloto e artilheiro
Aviões construídos: 1.486
Motores: 1 Mitsubishi Kinsei 54 radial de 1.300 hp
Envergadura:  14.36 m.
Comprimento: 10.19 m
Altura: 3.85 m
Peso vazio: 2.408 kg.
Peso bruto: 3.650 Kg
Velocidade máxima: 385 Km/h
Teto: 9.300 m.
Autonomia: 1.470 Km
Armamento: 2 metralhadoras de 7.7 mm fixas disparadas  para frente, 1 metralhadora 7.7mm móvel na parte traseira da cabine, suporte ventral para 1 bomba de 250 kg e 2 outras sob as asas para bombas de 60 kg.



Nakajima B5N2 Kate
Ficha Técnica
País: Japão
Tipo: Caça torpedeiro
Tripulantes: 3 (1 piloto, 1 comandante e 1 atirador de ré e operador de rádio)
Nakajima B5N2 Kate
Envergadura 15.52 m
Comprimento 10.30 m
Altura 3.70 m 
Motor: 1 Nakajima NK1B "Sakae" Performance
Velocidade: máxima 378 km/h Alcance bélico 1,990 km
Teto: 7.640 m
Armamento: metralhadoras 7.7 mm. Alguns B5N1 foram equipados com 2 × 7.7 metralhadora Tipo 97 nas asas, 1 torpedo 800 kg, 1 bomba de 800kg, 3 bombas de 250 kg ou 6 × bombas de 132 kg.


Aeronave utilizada pelos E.U.A na "vingança"

B-25 Mitchell

Ficha Técnica

País: E.U.A

Fabricante: North American Aviation

Tipo: Bombardeiro médio

Tripulantes: 6 ( 2 pilotos, 1 Navegador/bombardeiro,1 Operador de torreta/canhoneiro, 1 Operador de rádio/canhoneiro de cinta, 1 Canhoneiro superior)

Motor: 2 Wright R-2600 " Ciclone" radiais de 14 cilindros de 1.850 Hp cada

Envergadura:  20.60 m.

Comprimento: 16.10 m

Altura: 4.80 m
Velocidade máxima: 442 Km/h

Velocidade de cruzeiro: 370 Km/h

Teto: 7.600 m.

Autonomia: 2.300 a 4.300 km
Armamento: 12 metralhadoras de 12.7mm, 2.700 kg de bomba.



FILMES

Título no Brasil:  30 Segundos Sobre Tóquio
Título Original:  Thirty Seconds Over Tokyo
País de Origem:  EUA
Gênero:  Guerra
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento:  1944
Estúdio/Distrib.:  Classic Line
Direção:  Mervyn LeRoy

Melhor filme sobre a vingança de Pearl Harbor. Mostra cada detalhe da preparação da operação de bombardeio de algumas cidades japonesas.





Título no Brasil:  Tora! Tora! Tora! - O Ataque a Pearl Harbor
Título Original:  Tora! Tora! Tora!
País de Origem:  EUA / Japão
Gênero:  Guerra
Tempo de Duração: 144 minutos
Ano de Lançamento:  1970
Estúdio/Distrib.:  Fox Home
Direção:  Richard Fleischer / Kinji Fukasaku

 O título do filme foi o código utilizado pelos japoneses para que tivesse início o ataque a Pearl Harbor. A produção recria com extrema maestria todos os acontecimentos que antecederam o ataque, ou pelo menos a versão norte-americana deles. As cenas foram feitas com aviões de verdade - isso porque computadores apenas engatinhavam na época de sua produção – e a riqueza de detalhes torna o filme uma obra primorosa, mas um pouco monótona para quem só procura ação e efeitos.




Título no Brasil:  Pearl Harbor
Título Original:  Pearl Harbor
País de Origem:  EUA
Gênero:  Ação
Tempo de Duração: 183 minutos
Ano de Lançamento:  2001
Direção:  Michael Bay

 O filme mostra, com um show de efeitos especiais, o dia do ataque a Pearl Harbor e a operação de vingança que levou 17 bombardeiros B-25 Mitchell a decolarem de um porta aviões para lançar bombas nas principais cidades do Japão. O que estraga o filme é o triângulo amoroso entre dois pilotos e uma enfermeira, desviando o foco na história.