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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Adrienne Bolland

Adrienne Bolland.

Em 1896 nasce uma francesa chamada Adrienne Bolland. É a última de uma familia de seis filhos, e se apaixona muito cedo pela aviação. Em janeiro de 1920 conseguiu seu brevet, e um ano depois torna-se a primeira mulher a ser contratada pela Societé de Avions Caudron como piloto de testes. Pensavam que seria interessante ter uma mulher jovem a pilotar seu avião, para mostrar como era fácil pilotá-lo.

Adrienne Bolland a bordo de seu G.3.
  
Foi a segunda mulher a cruzar o Canal da Mancha em 1920, concluindo o desafio mesmo com uma pane no motor, e em 1921 parte para Mendoza, na Argentina, com o intuito de realizar a travessia da Cordilheira dos Andes a bordo de um modelo G.3 da Caudron, um golpe publicitário para promover o modelo.


 A aeronave era um biplano e possuia um motor Le Rhone de apenas 80HP, e Adrienne realizou algumas demonstrações aéreas em San Isidro e Buenos Aires, passando a esperar que a empresa lhe enviasse um modelo mas confiável para a realização da façanha. Depois de alguns meses, e certa de que isso não aconteceria, decidiu iniciar a travessia com a aeronave G.3 e seu motor de 80HP mesmo.   

Cordilheira dos Andes.

Em 1º de abril de 1921, Bolland inicia na cidade de Mendoza uma subida em círculos, procurando tirar proveito de correntes ascedentes para compensar a baixa potência do pequeno motor, até alcançar 14.750 pés (4.500 m) e partindo finalmente para a travessia das montanhas. O imenso frio e o baixo nível de oxigênio devido a altura quase a fazem desistir, mas segue em sua rota e desembarca após 3h e 15min de vôo, em Santiago do Chile. 

Selo em sua homenagem.
 Muitas pessoas se reuniram para comemorar o feito – com excessão do cônsul francês que acreditava ser uma piada de 1º de Abril.
Apesar de ter sido o oitavo piloto a vencer o maciço andino por sua parte mais alta, foi a primeira mulher a realizá-la.
Ela se casou com outro piloto, Ernest Vinchon em 1930 e participou da resistência francêsa durante a Segunda Grande guerra.

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Partisans - A resistência francêsa na Segunda Grande Guerra.
 Está enterrada no cemitério de Donnery no departamento de Loiret, terra natal de sua família, depois de viver em Paris por vários anos. Foi homenageada em um selo postal francês em outubro de 2005.



O Caudron G.3.

Ficha Técnica
Fabricante: Société des Avions Caudron, França.
Descrição: Biplano de observação de 2 lugares.
Envergadura: 13,40m
Comprimento: 6,40m
Altura: 2,70m
Motor: Le Rhone de 80HP
Velocidade Máxima: 115km/h 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aviões Norte Americanos da Segunda Grande Guerra - Parte 2 de 2

O violento despertar começou em setembro de 1939, com a aterradora Blitzkrieg que varreu a Polônia de ponta a ponta, deixando atrás de si unidades de cavalaria destruídas, aviões obsoletos e soldados de infantaria derrotados. A velocidade do avanço alemão, a ação combinada das forças aéreas e terrestres e o notável desempenho da novata Luftwaffe – tudo isso consideravelmente ampliado por uma máquina de propaganda muito eficiente – causou seria preocupação entre os projetistas e construtores das indústrias de defesa americanas.


A blitzkrieg

Felizmente para o resultado final da guerra, houve alguns obstinados defensores dos caças avançados, antes que os alemães tornassem cristalina tal necessidade. Quando a guerra teve início na Europa, a USAAC havia feito suas primeiras encomendas do Lockheed P-38, do Bell P-39 e do Curtiss P-40. Todos estes já haviam efetuado seus primeiros vôos de teste antes de setembro de 1939. A Marinha dos EUA estava recebendo seu primeiro caça monoplano, o Brewster F2A-1, e havia ordenado a produção do robusto Grumman F4F-3 Wildcat. Seus protótipos já haviam voado em 1937.

Lockheed P-38

Bell P-39
Curtiss P-40
Brewster F2A-1
Grumman F4F-3 Wildcat


O Vought experimental XF4U-1, o primeiro caça da classe de 645 km/h, havia sido encomendado em meados de 1938. Desde o momento em que a Alemanha desencadeou a guerra-relâmpago até o ataque japonês  a Pearl Harbor, mais três aviões entraram em fase de projeto, para se tornarem os mais importantes caças americanos da guerra.

Vought F4U-1

O XP-47, da Republic, começou a tomar forma no início de 1940. Alguns meses depois, foi seguido pelo caça sonhado por todo piloto, o North American NA-73, precursor do P-51 Mustang. Quanto a Marinha dos EUA, o F6F Hellcat, da Grumman, indicado como principal caça no teatro de operações do Pacífico, foi inicialmente definido por um simples pedido da Marinha: “Coloquem um motor maior no Wildcat, para que seu desempenho possa melhorar.” 
 
P-47

P-51
F6F Hellcat

E assim, quando finalmente a guerra envolveu os EUA, a rebatizada Força Aérea dos EUA (USAAF) tinha a disposição um efetivo de caças composto, na maioria, de aviões Curtiss P-40, com uns poucos Curtiss P-36 e Republic P-35 em bases no ultramar e bem poucos Bell P-39 defendendo a costa ocidental contra um temido ataque aéreo inimigo. A marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA tinham a maioria de suas esquadrilhas com Grumman Wildcats. Uma única esquadrilha de aviões Brewster F2A-3 operava a bordo do Lexington, pilotados principalmente pelos oficiais subalternos recrutados da Esquadrilha de Caças (VF).
P-35
P-36

O Corpo de Fuzileiros Navais utilizava tanto Wildcats como Brewsters.
Com esse efetivo de caças não provados em combates, os pilotos americanos decolaram para enfrentar os ataques violentos e resolutos dos muito hábeis e bem treinados pilotos japoneses, que tripulavam um caça muito superior: o Mitsubishi Tipo Zero.